quarta-feira, 25 de junho de 2014

'Play', às vezes 'Rec', mas botão 'Pause' o tempo não tem

As coisas mudam muito depressa...

Quando eu tinha 13 anos ganhei meu primeiro player de música. Ele tinha dois espaços para fita cassete. Eu adorei, pois podia ouvir e gravar da rádio minhas músicas preferidas. Gravava também as fitas dos amigos que eu pegava emprestado (lembro de uma original do "Appetite for Destruction" do Guns n'Roses que era do irmão da minha amiga; como eu queria ter essa fita hoje em dia...).  Eram tempos em que precisávamos ficar esperando um "Especial" da banda preferida para poder gravar as músicas. Aiii como dava raiva quando no meio da música vinha uma vinheta da radio — "rádio cidaaaadee" — e estragava a gravação — só que viveu isso sabe rsrsrs

Anos depois, eu comprei um que rodava CD. Azul com prata, design moderno. Lembro que achei estranho porque o novo aparelho não tinha mais dois espaços para cassete, de modo que eu não poderia mais gravar de uma fita para a outra. Mesmo assim eu comprei, diziam que a fita cassete estava morrendo mesmo. Agora eu gravava de CD para fita cassete, CD ainda era caro e a melhor opção era comprar uma fita virgem e gravar do CD para ela. Talvez muita gente nem lembre disso, mas existiam locadoras de CD's — Sério! — onde a gente podia alugar CD's e gravá-los em fita cassete. Gravei muitas fitas de Legião Urbana nesse esquema, naquele tempo eu tinha como sonho de consumo ter a coleção com todos os CD's do Legião Urbana.

Com o passar do tempo o compartimento de cassete do meu micro system foi completamente abandonado, e como ele não rodava mp3 eu comprei outro. O novo era um que rodava CD em formato mp3 e não tinha mais espaço para fita cassete. Eu nem usava mais fita, mas achei estranho um micro system sem espaço para rodar cassete, mas eu comprei, parecia mesmo que cassete era uma mídia morta. Aquele era um tempo de internet discada computadores caros, por isso, pouco acessíveis. Eu não tinha computador, não tinha como gravar CD, e CD ainda era caro — eu muito mal podia comprar um a cada dois meses vendendo camisas de banda e Avon na escola. Assim, para ter música, eu tinha que comprar mp3 pirata ao "cara do computador". Pagava entre 5 e 7 reais num discografia de uma banda em mp3 — dependia do quão "raro" o arquivo era. 

Um tempo à frente eu queria muito fazer seleções das minhas músicas preferidas e gravá-las em mini CD's para levar para festas — computador e internet já não eram mais tão caros e eu também já podia ter —, mas adiei tanto este plano que a mídia de CD começou a morrer também. Agora todos os aparelhos de som começavam a ter entrada USB para tocar as músicas direto do Pen Drive. Foi aí que eu comprei meu primeiro Dock Station (postei uma resenha dele AQUI). Quando ele chegou eu fiquei pensando sobre como é estranho ter uma aparelho de som que não pega CD, mas eu já sabia que esse sentimento para mim não era novidade. 

Espero que o próximo que eu adquira seja o player vovô de todas essas mídias ressuscitado: uma vitrolinha. Depois de contar essas coisas me sinto tão velha o_O


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