sábado, 24 de dezembro de 2016

Boas Festas e Feliz Ano Novo!

Que não nos falta coragem, serenidade, otimismo e amor para nunca desistirmos.


Boas Festas e Feliz 2017!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Tendências

Eu nunca fui uma pessoa muito ligada "nas tendências", e depois de algumas experiências percebi isso.

Na faculdade de Direito, eu era bolsista da turma da manhã numa das faculdades mais caras do estado, uma turma bem peculiar formada por dondocas e filhinhos de papai/mamãe (de modo generalizado, é claro!) que nunca precisaram trabalhar e que tinham quem "lhes bancasse", ou seja, pessoas muito diferentes de mim. Lembro de uma vez que fui apresentar um trabalho sobre o livro X do "A República", de Platão, e eu me dispersei um pouco porque me distraí ao constatar um fato muito curioso: todas as pessoas que usavam esmalte daquela turma estavam usando um esmalte exatamente da mesma cor. Parecia que aquelas quase 40 pessoas tinham se reunido numa tarde no apartamento de uma delas para pintar as unhas com o mesmo esmalte, e aquilo era tão estranho para mim que eu até pensei, "Será??"... Depois de um tempo soube que era a cor da moda para esmalte, todas as modelos das revistas estavam usando aquela cor, todas as marcas estavam lançando sua versão daquela cor e, por isso, todas as pessoas que usavam esmalte da minha turma da faculdade estavam usando também aquela cor. 

Hoje eu tive vontade de pintar as unhas e lembrei desse acontecimento, o esmalte que eu estou usando é da tal cor, só que hoje nem é mais tendência, mas mesmo assim parece bonito para mim.

Fotografia e edição: Jacilene Silva.

sábado, 3 de dezembro de 2016

Compre livros artesanais: Metamorfo & O Papel de Parade Amarelo

Dica de presente de natal super especial: LIVROS ARTESANAIS!


"Metamorfo" é uma crônica em quadrinhos escrita e desenhada por Jacilene Silva, sobre mudanças pessoais, no tempo... ou mesmo no espaço... em edição artesanal, com miolo em papel off-set marfim 75g e capa em papel linho vermelho 180g, encadernação feita à mão.
[10,5cm x 29,7cm. 20 páginas.]


"O Papel de Parede Amarelo", de Charlotte Perkins Gilman, uma valiosa peça da literatura feminista estadunidense, "O Papel de Parede Amarelo" é um breve conto de Charlotte Perkins Gilman, que revela atitudes da sociedade, de modo geral, em relação à saúde psicológica das mulheres daquele contexto social e temporal do século XIX, mas que curiosamente guarda estreitas semelhanças com muitas situações atuais. Este clássico da literatura feminista, traduzido para o português por Jacilene Silva, em edição artesanal independente, com miolo em papel off-set marfim 75g e capa em papel color plus amarelo 180g e papel vegetal 80g, encadernação feita à mão.
[20,5cm x 14,5 cm. 24 páginas.]

Quanto? R$10 cada + R$5 de frete (para um, o frete para dois custa R$7) para todo o Brasil (via carta não comercial).
Como comprar? Vendas via edicoesdentedeleao@gmail ou in box na fan-page facebook.com/edicoesdentedeleao.

sábado, 26 de novembro de 2016

METAMORFO: uma crônica em quadrinhos - por Edições Dente de Leão.

O que eu tenho feito ultimamente? Diversas coisas, entre elas, colocando projetos em prática. E entre esses tais projetos, a publicação [100% independente] de uma crônica em quadrinhos, ilustrada e escrita por mim mesma, pelo meu selo editorial indieDente de Leão.

METAMORFO é uma crônica em quadrinhos. Isso mesmo, uma crônica em quadrinhos, sobre mudanças, sobre transformações físicas e metafísicas. O lançamento é em dezembro! (ou seja, semana que vem). Vai custar apenas 10 reaizinhos e eu entrego para todo Brasil com frete via carta não comercial por R$5 (olha aí, um ótimo presente de natal!). Ficou com vontade de comprar? Entra em contato comigo na página facebook.com/edicoesdentedeleao (curte lá para ficar por dentro das novidades do selo) ou pelo e-mail edicoesdentedeleao@gmail.com que a gente combina o meio de pagamento.


Beijo!


terça-feira, 25 de outubro de 2016

Edições Dente de Leão

Apresento-lhes meu mais recente projeto: Edições Dente de Leão.  Trata-se de um recém-nascido selo editorial independente, com proposta alternativa, que pretende, acima de tudo, espalhar literatura, poesia e arte sem as amarras impostas pela grande indústria editorial.

Fotografia: Jacilene Silva.
A flor Dente de Leão é um tipo de flor bonitinha que "dá em todo lugar", não precisa de frescura para florescer, muitas vezes é considerada planta invasora de lavouras, pastagens, gramados e jardins, ela se infiltra sem precisar de aval de quem quer que seja e se mostra.

A primeira publicação sai do forno em poucos dias e vai ser um clássico à venda por um preço super amigo. Em breve estará aqui!

Página no Facebook: facebook.com/edicoesdentedeleao
Contato edicoesdentedeleao@gmail.com


quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Você pode fazer isso, se quiser.

Quando eu era criança, rejeitava sumariamente as condições de gênero que o mundo me impunha. Eu gostava de ter uma mochila cor-de-rosa da Minnie – que eu escolhi na loja –, mas também não me furtava o direito de gostar de jogo de futebol de botão. Durante a adolescência – fazendo jus ao meu ascendente em aquário [do contra por opção] – a tal rejeição tomou proporções maiores. Eu não usava NADA que tivesse tons pastéis, sobretudo rosa e lilás, nem sob tortura. Vestido? Destestava. Só usava tênis, calça jeans e camiseta. Lembro que minha tia me deu uma carteira em couro bege que tinha uma aplicação de ilhós dourados formando a imagem de uma borboleta na frente. Era fofo demais, coisa de menininha demais, claro que não usaria. E foi o que eu fiz, guardei numa caixa de coisas para doar a alguém. 

Acontece que, com o tempo, o coração do contra influenciado aquário foi se abrandando, e a mente amadurecendo, oferecendo espaço a toda sensatez, ponderação e harmonia de uma boa libriana que sou. Acredito que muito devo à influência do glam metal, do glam rock, gêneros que sempre me atraíram, tanto pela música, quanto pelo visual é tosco mas é bom uahuah. Um, dia eu encontrei essa carteira guardada entre minha coisas, nova, intacta, achei ela linda e comecei a usar. Quando comprei meu primeiro vestido até que gostei. Era confortável, leve, fresco, perfeito nesse calor infernal. Continuo não gostando de salto alto. Prefiro conforto aos meus pés. Um dia eu acordei e percebi que há tempos eu estava profundamente cansada da aparência do meu quarto. Paredes num tom verde-claro e móveis a prateleiras em tom mogno. Decide mudar para algo mais leve. Pintei as paredes de lilás e troquei as prateleiras por branco, a mesinha do computador por uma verde-piscina que combina com o puff lilás. Ficou de um jeito que se minhas amigas de 10 anos atrás entrassem, nunca diriam que aquele era o quarto de Jacilene. Sem chance! E talvez não fosse mesmo. Pelo menos não daquela Jacilene antiga que conscientemente contrariava os padrões e expectativas sociais com relação a ela, mas que hoje, tão conscientemente quanto, percebeu que pode fazer o que quiser, se quiser, sem correspondência ou influência dessas tais expectativas e padrões, nem que seja no agir inverso de propósito. Talvez autonomia tenha algo a ver com isso, também.


Dica de livro: Uma Patada com Carinho, de Chiquinha

Comprei este livro esta semana,  por acaso, e simplesmente ADOREI! Foi lançado pela editora Leya desde 2011 mas eu não conhecia, é da ChiquinhaUma Patada com Carinho. Segue a sinopse:

Sinopse: "Quer ficar aí limpando carpete enquanto os outros dominam o mundo?". Apesar de a personagem ser a Elefoa, dificilmente dá para enquadrar essas histórias na categoria de "quadrinhos-fofos-feitos-por-garotas". Aliás, essa categoria parece ser uma praga e uma maldição para grande parte das mulheres que se aventuram a entrar no Selvagem Mundo do Humor Gráfico, lugar que é quase Terra de Marlboro. Mas a brava Chiquinha passa longe dessa armadilha e se alinha com desenhistas como Julie Doucet e Mary Fleener, para citar só duas representantes humor feminino sem frescuras.


Ri horrores e me identifiquei bocados com as histórias dessa elefoa. Recomendo demais!

Título: Uma Patada com Carinho
Autora: Chiquinha
Editora: Leya
Ano: 2011

COMPREI AQUI: livrariacultura.com.br/

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

E-book: O Papel de Parede Amarelo, de Charlotte Perkins Gilman

Olá pessoal. Depois de um tempinho sem postar, trago aqui para download uma edição toda arrumadinha do conto O Papel de Parede Amarelo de Charlotte Perkins Gilman. Este livro é de domínio público, portanto pode baizar sem dor na consciência. Esta edição foi feita por mim e está disponível para download em epub e em pdf.

Sinopse: Um clássico da literatura feminista publicado originalmente em 1892. Uma mulher fragilizada emocionalmente é internada, pelo próprio marido, em uma espécie de retiro terapêutico, em um quarto revestido por um obscuro e assustador papel de parede amarelo. Proibida de fazer qualquer esforço físico e mental, a protagonista fica obcecada pela estampa do papel de parede do seu quarto e acaba enlouquecendo de vez. Por anos, desde a sua publicação, o livro foi considerado um assustador conto de terror, com diversas adaptações para o cinema, a última em 2012. No entanto, devido a trajetória da autora e a novas releituras, é hoje considerado um relato pungente sobre o processo de enlouquecimento de uma mulher devido à maneira infantilizada e machista com que era tratada pela família e pela sociedade. Charlotte Perkins Gilman foi uma grande romancista estadunidense que participou ativamente da luta pelos direitos das mulheres em sua época e é a autora do clássico tratado “Women and Economics”, uma das bíblias no movimento feminista. .


quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Ser nerd...

Hoje em dia é descolado ser nerd, o nerd é o novo cool. Todo mundo quer ser nerd. Mas não o nerd real, e sim o nerd pop. Aquele "nerd" que acompanha tudo na TV e no cinema relacionado a ficção científica, e ele jura que manja tudo de física quântica, astronomia, filosofia e muito mais. O nerd real não é descolado, não é cool. O nerd real é essa gente que, quando não de graça, trabalha em pesquisas nas universidades recebendo uma bolsa num valor ridículo, para comer, se vestir, pagar transporte, moradia, comprar livros, participar de congressos, e sem hora extra, sem férias, sem 13°, sem seguro de vida, de saúde, sem FGTS, sem nada além de uma bolsa num valor ridículo, ou nem isso, nada mesmo! Em decorrência da pressão da atividade de pesquisa, desenvolve, muito comumente, ansiedade, depressão, síndrome do pânico, insônia em decorrência de todo o alto nível de stress, sem absolutamente nenhum apoio da universidade. É esse o nerd real que, sob essas condições, faz ciência, desenvolve conhecimento, escreve artigos para as revistas venderem para o nerd pop talvez ler um trecho e bancar o especialista na internet. Aos nerds reais dedico meu respeito e admiração. Enquanto ao nerd pop, este é só um produto que a indústria forjou junto com uma "cultura nerd pop" para vender quinquilharias supérfluas por preços exorbitantes.
Ilustração: Nerd Cat by Sabrina May.
PS.: Feliz dia do estudante!

sábado, 16 de julho de 2016

Download gratuito: Tarot de Marselha (Arcanos maiores)

Praticamente não há na internet onde baixar um Tarot de Marselha para imprimir. Pensando nisso, eu fiz um arquivo todo arrumadinho com os 22 arcanos maiores para você que tem interesse, mas também já percebeu que um Tarot geralmente é bem caro poder imprimir, recortar e ter as cartas sem ter que gastar os olhos da cara.

Eu já postei há algum tempo, também para baixar de graça, uma linda versão de um Tarot Wicca (AQUI - um Tarot de Marselha, mas com alguns símbolos adaptados à Wicca), com uma tabelinha para instruir um pouco a interpretação e leitura. Tenho planos de desenhar um Tarot eu mesma, com minha própria arte, mas como não é tão rápido e simples assim, ainda vai demorar um pouco.

Em breve vai ter sorteio para todo o Brasil aqui no blog de um Tarot de Marselha + livretinho com instruções de leitura, ainda estou estudando uma boa forma de fazer o sorteio sem ter que obrigar as pessoas interessadas a seguirem 50 redes sociais coisa mais chata isso né? Então, fiquem de olho!


DOWNLOAD: AQUI

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Cor de Iogurte Loja: Cadernos artesanais

Cadernos artesanais, costurados à mão, com arte original pintada nas capas (não é impressão, é pintado à mão de um por um) com tinta nanquim. Tamanho A5 (14,8cm x 21cm); Capa em papel kraft cru 240g; miolo de 60 páginas, em papel off-set 75g nas cores marfim, amarelo ou salmon; bordas arredondadas que evitam a formação de "orelhas". R$15 cada (com desconto em comprar a partir de 10 unidades). Encomendas pelo e-mail jacilenelua@gmail.com


Veja mais em: br.pinterest.com/jacilenesil

quarta-feira, 22 de junho de 2016

O véu ocidental

Basta clicar nas imagens para ampliá-las.


Minha intenção aqui é chamar atenção à fala que eu destaquei em amarelo, Este trecho, em especial, me chamou atenção porque nos convida a olharmos "nossos próprios umbigos" antes de julgar os outros. Comumente a mulher ocidental tem a ideia de que "as orientais são todas umas coitadinhas, precisam ser livres como nós" e o véu figura como a símbolo mor desse pensamento.

Assim, vamos falar de nossas "escolhas e comportamento livres".

Tenho amigas que travam verdadeiras guerras com os próprios cabelos porque cresceram com a ideia de que o "cabelo bom" era outro tipo de cabelo diferente do dela, e se submetem a processos químicos violentos para tentar alcançar aquele "cabelo melhor" que tanto a fizeram acreditar que deveriam ter — infelizmente esta história é de bem mais do que uma amiga, é de várias. Não adianta dizer que elas não precisam fazer aquilo se não quiserem, o processo de criação dessa ideia foi feito de forma continuada durante muito tempo, de modo que já tomou proporções psicológicas muito profundas, e, em algumas mais outra menos, as fazem sofrer. Tem moças que eu conheço que se forem vistas sem maquiagem simplesmente se desesperam, que torram cada centavo que têm com roupa, maquiagem, cabelo, unhas... Há uma grande indústria que planta inseguranças psicológicas nas mentes dessas mulheres e depois prometem "resolver seus problemas" com produtos.

De uns tempo para cá surgiram movimentos na internet que pregam o fim da chamada "ditadura do cabelo liso", por "cabelos livres", assim incentivam as moças a aceitarem seus cabelo naturais crespos, ondulados, cacheados ao invés de submetê-los a processos de alisamentos químicos ou físicos que são degradantes. Até aí ótimo, inciativa louvável. No entanto, a indústria não iria deixar de se aproveitar desse movimento. E não deixou mesmo, hoje vejo, inclusive nesses grupos, propagandas de produtos voltados para cabelos cacheados que custam uma fortuna — quase R$100 um potinho de creme com 400g, e as meninas torram fortunas com esses produtos para garantirem "cachos bonitos". Daí me respondam: vocês querem seus cabelos livres de que mesmo? Porque trocar uma indústria exploradora por outra indústria exploradora não me parece muito condizente com um conceito de ser "livre".

Esses fatos me angustiam, pois me parece que o "véu" das ocidentais — que pensam que são livres  é a modelo da capa da revista, da propaganda de xampu, de batom, de perfume, de lingerie...

"Mas todo aquele esforço para 
parecerem atraentes... 
em suma, não me transmitia 
uma ideia de liberdade".

Não estou dizendo que é, por si só, estigma de opressão social o uso de maquiagem, pintar e/ou alisar o cabelo, claro que não é — nem mesmo o véu, por si só, o é —, o que quero trazer à reflexão nesse post é que tem bem menos vontade e escolha livre em muitas das nossas "escolhas" do que acreditamos e precisamos falar mais sobre isto.

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• Referência: BERTOTTI, Ugo. O Mundo de Aisha: A revolução silenciosa das mulheres do Iêmen. São Paulo: Nemo, 2015. Fotografias: Agnes Montanari; Tradução: Fernando Scheibe.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

HQ de Dia dos Namorados: Soppy

Que que é "Soppy"? "Soppy" é uma palavra inglesa sem tradução exata para o português. Quer dizer a demonstração desmoderada de afeto, como amor ou amizade; excessivamente sentimental, ao invés de razoável ou prático. Algo aproximado a "meloso", "piegas".

Philippa Rice é uma artista multiplataforma, e suas criações vão de histórias em quadrinhos e ilustrações, animação e crochê. Em Soppy, ela toma como inspiração sua própria relação com o namorado para nos lembrar que cada simples gesto cotidiano revela o verdadeiro amor. ♥♥


Sinopse: Soppy - os pequenos detalhes do amor, de Philippa Rice, é uma reunião de bem-humoradas tirinhas criadas a partir de momentos da vida real da designer britânica com seu namorado. Bastante popular na web, com mais de meio milhão de postagens no Tumblr, Soppy conquistou as redes sociais com declarações de amor escondidas nos detalhes do cotidiano de um relacionamento, como dividir uma xícara de chá, a leitura de um livro, ou comentários irônicos à frente da TV numa tarde chuvosa. As charmosas ilustrações capturam com delicadeza a experiência universal de dividir uma vida a dois, e celebram a beleza de encontrar o amor em todo lugar. Soppy chega às prateleiras pelo Fábrica231, o selo de entretenimento da Rocco, a tempo de se tornar uma ótima opção de presente para o Dia dos Namorados.

A mensagem fundamental é que "o amor verdadeiro se encontra nos pequenos gestos". Ganhei de presente do dia dos namorados adiantado. Simplesmente AMEI!

Veja mais do trabalho de Philippa em: cardboardlife.tumblr.com

sábado, 21 de maio de 2016

NÃO É SÓ UMA QUESTÃO DE OPINIÃO.

Opinião é quando alguém prefere uma cor na parede da sala ao invés de outra. Opinião é quando se acha mais bonito estampa florida do que listrada. Opinião é quando alguém prefere o próprio cabelo curto ao invés de comprimido. Opinião é quando alguém escolhe ter ou não ter religião, ouvir ou não ouvir determinado gênero musical, tomar café ou chá, ou água... Tudo que alguém faz do próprio espaço, sem intervir no espaço do outro é seu direito é sua liberdade, configura sua opinião. Posicionamentos que defendem a restrição dos direitos dos outros não é "só opinião", política se discute sim, porque não é do simples âmbito da opinião. Discurso de ódio, segregação e violência não é mera opinião. Opiniões diferentes da minha não fazem de ninguém meu inimigo, posicionamentos políticos que atacam, restringem e violam os direitos dos outros fazem sim desses indivíduos meus inimigos, eu não quero ser amiga de homofóbicos, misóginos, racistas, fascistas.

Eu não quero amizade de nenhuma pessoa que se posiciona para tirar das outras pessoas o direito de casarem, de formarem família, de amarem quem quiserem, de terem o nome social que se identificam, de serem quem realmente são. Não quero ser amiga de quem prega por aí que o jeito "certo", "bonito" e "melhor" que toda mulher deve parecer, que todo homem deve parecer, que todo ser humano deve parecer é jeito da classe racista, elitista com complexo de vira-latas.

Portanto, antes de vir me acusar de ser "intolerante" com quem tem "opinião" diferente da minha, seria interessante repensar o que realmente se entende por "opinião".

Imagem: LAMP CITY BITCH by Happy As Flynn.

sábado, 30 de abril de 2016

Nem todos querem criticar a ideia de que todas têm que ser "belas"

Agora que passou, acredito que se faz cabível falar sobre algumas percepções advindas da campanha "bela, recatada e do lar". Retomando a questão, há algumas semanas a revista Veja publicou uma matéria que elogiava e inaltecia como "modelo perfeito de mulher" a mulher que seguia a linha "bela, recatada e do lar" — bem ao estilo "mais de cinquenta anos atrás. O modelo representante desse ideal era a mulher do atual vice-presidente golpista. Este fato gerou uma onda de indignação por parte de mulheres que, com toda razão, se insurgiram contra essa esteriotipação retrógrada que dita como toda mulher tem que ser para ser boa. Claro que quem queira pode ser "bela, recatada e do lar", o problema é pregar que todas tem que ser e quem é assim seria, portanto, melhor do que quem não é.

É evidente que eu participei na campanha contra essa ditadura retrógrada de "mulher ideal", de modo que acompanhei os posts das demais pessoas acerca da campanha — principalmente pelo Instagram. Entre as descontruções da tríade "bela, recatada e do lar" eu vi "bela, desbocada e do bar", "bela divertida e do trabalho", "bela, como eu quiser, de onde eu quiser".... O único ponto que o questionamento não foi, na maioria dos casos, aprofundado foi quanto ao ponto "bela". A rejeição à obrigação social quanto aos pontos "recatada" e "do lar" foi intensa, mas ninguém — ou quase ninguém — questionou, procurou desconstruir o quesito "bela". 

Talvez quem lê este texto se questione "mas quem é que vai querer ser feio?", ninguém decerto, mas o problema aqui apresentado é a objetivação do que é "ser bonita" — objetivação, aliás, quase sempre ditada por quem corresponde ao modelo que se dita como o melhor, como correto e tem poder de disseminar sua ideia de "verdade" como se esta fosse a verdade — já ouviram dizer que "uma mentira repetida muitas vezes toma ares de verdade"? A questão é que há um padrão do que é "ser bela" defendido ali naquele discurso daquela revista, que corresponde a ser magra, branca, cabelo lisinho, arrumadinho, de preferência loiro, maquiagem suave, nariz arrebitadinho, traços considerados "delicados", um padrão racista e eurocêntrico que, no fundo, afirma que quem não se encaixa nesses moldes não responde ao quesito "ser bela", é "feia".

Eu lembro que nos anos 90, quando eu era uma criança, o slogan da Barbie era "Barbie, tudo que você quer ser" — dá para pensar num slogan mais cretino? Um comercial de boneca me ditava que "tudo o que eu quero ser" é uma moça loira, cabelos lisos, olhos azuis, alta, magérrima, peituda, e toda coberta de coisas em cor-de-rosa. Hoje o slogan do comercial desta boneca deu uma melhorada nesse sentido e diz "seja o que você quiser" — tanto que, recentemente, a marca lançou versões da boneca nos mais diversos biotipos que, embora eu ainda não tenha visto nenhuma dessas "novas Barbies" à venda em lojas de brinquedos na cidade onde eu moro (Recife-PE), acredito que represente um instrumento importante à desconstrução deste modelo de beleza racista e eurocêntrico do qual está se falando aqui.

Assim, eu só quero dizer a final que além de "de onde eu quiser" (ao invés de necessariamente "do lar"), "do jeito que eu quiser" (ao invés de obrigatoriamente "recatada"), eu também sou "com a aparência que eu quiser" (ou invés deste "bela" em moldes racistas, eurocêntricos da revista Veja).

Por Jacilene S, <br.pinterest.com/jacilenesil>


Sugestão de livro:

O Mito da Beleza: como as imagens de beleza são usadas contra as mulheres.
Autora: Naomi Wolf
Editora: Rocco
Ano: 1992
Tradução: Waldéa Barcellos.

Download aqui: Epub 

domingo, 17 de abril de 2016

Pelas ruas que andei... fotografei!

Hoje em dia não é tão difícil ter acesso a uma câmera fotográfica DSLR de boa qualidade. Há muitas lojas confiáveis na internet que oferecem preços bons sob condições de pagamento que cabem no bolso dos novatos interessados em fotografia.

Fazer uma boa foto é sem dúvida prazeroso, captar o melhor do que nossos olhos podem ver e deixar esse olhar tão particular registrado para a posteridade. Antes da invenção da câmera fotográfica esse "feito" era privilégio dos grandes pintores, pois nem todo mundo tem o dom de registrar com fidedignidade à luz, ao movimento e a realidade de detalhes uma cena cotidiana tendo em mãos pincel, tinta e tela. 

Contudo, há quem ainda pense que fazer fotografia é somente "apertar o disparador" e pronto. Basta tentar manusear uma câmera – mesmo que das mais simples – para perceber que não é bem assim... Talvez por essa razão é que esteja crescendo exponencialmente a oferta e a procura por cursos de fotografia, sobretudo desses de curta duração [30, 20 até 10 horas durante fins de semana, por exemplo]. Sabe-se que, em suma, fotografia consiste em captação de "luz, cor e movimento", o que vai diferenciar uma foto da outra é a maneira como e de onde o pessoa vai preferir captar esse conjunto de elementos: se quer mais ou menos profundidade; qual enquadramento, perspectiva e como prefere equilibrar a luz que incide sob os objetos, revelando suas cores e sua movimentação...

Eu já fiz um desses cursos e acho que a proposta é válida, mas não se iluda, curso de fotografia consiste basicamente em ensinar às pessoas a manusear a câmera, só isso, tecnicamente. Fotos bonitas dependem principalmente da criatividade de quem fotografa e isso não se ensina. Uma boa foto não depende nem da câmera por si só – claro que quanto mais recursos uma câmera fornece ao A quem faz a fotografia, mais margem se tem para "brincar" com a imagem e conferi-la a perspectiva que preferir – mas, antes de uma boa câmera, é preciso se desenvolver um "bom olho". Assim, criatividade não se ensina, mas se estimula.

Por isso é certo que o "bom olho fotográfico" só se adquire experimentando. A dica é, fotografe para "aprender" a fotografar. Clique seu gato, seu cachorro, o jardim do seu prédio, a árvore do quintal, frutas na mesa. Faça várias fotos do mesmo objeto mudando a abertura de lente da sua câmera, a velocidade do obturador ou mesmo só as diferentes opções automáticas para diferentes iluminações que sua câmera oferecer; conheça a sua câmera para conhecer os resultados e refinar seu olhar. É esse um bom começo.


quarta-feira, 6 de abril de 2016

Fotografia Surrealista.

Gosto de usar o que há de mais diverso para buscar inspiração para fotografar, principalmente em alguns movimentos artísticos. Acho super válido e animador! Dentre tantos elementos inspiradores os que mais me chamam atenção são alguns movimentos artísticos do século XX. Eu já tinha escrito aqui sobre fotografias inspiradas em movimentos artísticos como, por exemplo, Fotografia Dadaísta, hoje quero falar um pouco sobre Fotografia Surrealista. Parece contraditório as apalavras 'surrealismo' e 'fotografia' juntas — eu também já pensei isto —, mas podemos sim "mostrar o surreal" através das lentes da câmera.

De maneira resumida, podemos dizer que o Surrealismo é um movimento artístico em que se busca expressar a verdadeira função do pensamento e galgar a arte ao caminho do sonho; busca tornar visível o que parecia invisível, concretizar o abstrato, materializar o imaterial, enfim explorar a dimensão do indescritível. O surrealismo é inspiração para artistas até os dias de hoje — eu, particularmente tenho uma queda um tombo pelas vanguardas históricas, em especial ao cubismo, surrealismo e dadaísmo ♥.

Mas em fotografia, como usar o surrealismo como inspiração? Acha que não é possível? Veja as fotografias obras de arte a seguir e se inspire:

Por Rune Guneriussen.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Cadernos artesanais por Jacilene S.

Como falei antes, segue algumas fotos das minhas criações, agora à venda em cadernos super charmosinhos. 

Descrição: cadernos artesanais, costurados à mão, com arte original pintada nas capas (não é impressão, é pintado à mão de um por um) com tinta nanquim. Tamanho A5 (14,8cm x 21cm); Capa em papel kraft cru 240g; miolo de 60 páginas, em papel off-set 75g na cor marfim; bordas arrendodadas que evitam a formação de "orelhas"




Cada um custa R$20 (comprando a partir de 10 eu faço desconto), para encomendar é só entrar em contato com jacilenelua@gmail.com, envio para todo o Brasil com frete baratinho. Pode conferir mais em: br.pinterest.com/jacilenesil

Beijão e até mais!

quarta-feira, 9 de março de 2016

Caderno artesanal

Olha o que eu tenho feito nas férias de verão:


São cadernos artesanais com arte original pintada nas capas, por esses dias estarão à venda (R$10, valor promocional de lançamento).

Em breve voltarei com mais fotos!
Beijos!

terça-feira, 8 de março de 2016

Relado (real) no 08 de março

Ontem eu fui assediada no Centro do Recife. Estava cheia de sacolas, buscando uma encomenda de livros que vão ser publicados pela editora independente da qual faço parte e um senhor asqueroso parou perto de mim para me agredir verbalmente com palavras lascivas e obscenas.

Não é a primeira vez que isso me acontece, nem segunda apenas. Já houve vezes, no passado, que eu fiquei muito triste e para não passar vergonha eu fingi não ouvir e acelerava o passo, com vontade de chorar, me perguntando se a culpa era minha, se minha roupa estava "dando motivo", se eu andava "insinuando algo", se "era de se esperar" já eu que estava sozinha pagando contas, fazendo compras, buscando encomendas...

Da última vez que sofri esse tipo de agressão vinda de um velho tão asqueroso quanto o de ontem, eu estava voltando do banco (tinha ido pagar umas contas do meu pai) passando por um posto de gasolina e ele estava saindo com o carro (foi no bairro da Madalena, Recife), eu fiquei quase um mês pensando naquilo, sentindo vergonha de nem sei o que, morrendo de arrependimento de não ter feito um escândalo para expôr aquele cretino. Por isso ontem eu decidi que não levaria isso comigo, era por volta das três horas da tarde num meio de semana numa das avenidas mais movimentadas do centro, assim, eu não fiquei calada, tinha muita gente ao redor para eu me sentir com medo e eu gritei: "tu falou o que?!". Complementei com uma porção de palavrões porque eu estava com ódio e só não dei um murro no nariz dele por conta dos pacotes que levava, dessa vez foi ele quem baixou a cabela e acelerou o passo com medo.

PS.: Por isso que eu não quero flores nem presentes de 08 de março. Eu quero respeito TODOS OS DIAS!


terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Aquarelas de Jaci S.

Estes são alguns marcadores de página que eu fiz em aquarela e nanquim sobre papel vergê. Estarão à venda em breve.




Mais trabalhos meus em pinterest.com/jacilenesil

Beijão e até mais!
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