segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Reutilização potes de creme

Hoje quero dar uma dica de reutilização de materiais.

Eu gosto de usar máscaras capilares que vêm nesses potões de 1kg, mas quando elas acabam sempre eu reutilizo os potes. A embalagem é em um material forte, um plástico bem resistente, por isso jogar fora chega a pesar a consciência. Por isso eu sempre reutilizo esses potes. 

Semana passada comprei argila rosa para usar na pele e nos cabelos, e dei preferência a uma marca que vende o produto num saquinho, porque eu já pretendia usar um pote que foi de creme de cabelo e que eu tinha em casa para armazenar a argila.

Mas antes de reutilizar o pote é importante sempre lavá-lo bem, se possível até esterilizar com álcool ou água fervente, para ficar em perfeitas condições de reutilização e nenhuma bactéria contaminar o produto que vai ser armazenado no pote. Outra coisa, como o pote era de creme de cabelo, ele não deve ser reutilizado para armazenar comida, só para materiais de limpeza ou higiene pessoal, como sabão em pó ou outro creme de cabelo, por exemplo.

Essa atitude é importante porque ajuda a diminuir o lixo gerado e também evita gastar dinheiro à toa, eu, por exemplo, economizo dinheiro porque dou preferência a comprar refis de produtos de limpeza e armazeno esses produto nesses potes. É importante também, sempre colar no pote o rótulo do produto para não perder informações importantes como composição e prazo de validade.


quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Vou contar uma história sobre cabelos e tendências...

Há quase 10 anos, eu cortei o cabelo desse jeito que hoje em dia se chama de “big shop”. Durante a adolescência, dos 14 aos 19 anos, eu pintei meu cabelo de “vermelho 666” quase que quinzenalmente, depois pintei tudo de preto, tentei recuperar um pouco o estrago de anos e decidi que não pintaria mais o cabelo. Só que eu comecei a relaxar os fios. No meu cabelo, que é naturalmente cacheado 3B, eu usava amônia misturada a uma máscara de tratamento para deixa-lo ondulado 2B. Foi aí que o estrago começou. Quando eu me abusei de usar qualquer tipo de química de transformação nos cabelos, pouco depois de completar 21 anos, eu decidi cortar tudo. Deixei 15 cm de cabelo. 
Ainda lembro, meu cabelo estava na altura da cintura, eu saí de casa dizendo a minha mãe que iria ao salão dar um corte no cabelo e ela disse “tá mesmo precisando cortar as pontas”, saí e voltei com 15 cm de cabelo rsrs Quando eu cheguei no salão eu disse “corta e deixa um palmo de cabelo”, daí a cabeleireira disse “vou cortar só até a metade para o caso de você se arrepender”, quando ela fez metade eu disse “pode cortar o resto!”. Tinha uma moça fazendo as unhas que disse “meu deus, ela vai cortar mesmo!” rsrsr Eu saí do salão naquele dia tãooooo feliz, acho que eu nunca gostei tanto do meu cabelo quanto naquele período de cabelinho curtinho. Deixei curto até 2010, foi quando eu comecei a ter pouco tempo para ir ao salão cortar, e o corte que eu tinha não era do tipo que fica bom cortando em casa, por isso parei de cortar e deixei crescer de novo.
Encontrar produtos específicos para cabelos finos e cacheados, como os meus, sempre foi um tormento. E compridos era mais difícil ainda. A indústria não se interessava por vender produtos para cabelos cacheados porque os canais de comunicação sempre manipularam as massas para que as pessoas "quisessem" ter cabelos lisos. Quem, como eu, decidia nadar contra essa maré era condenada a penar por um produto adequado. 
De uns tempos para cá, chego em supermercados, perfumarias, farmácias e encontro um variedade imensa de marcas e fórmulas diferentes para cabelos de todo tipo de cacho. É uma alegria! Só não é tanta alegria assim quando penso direitinho que a atual “moda” de cabelo cacheado natural talvez seja somente uma moda, uma tendência passageira que está devidamente sendo aproveitada pela indústria, mas que assim que esfriar vai voltar tudo ao que era antes, aquela velha dificuldade de encontrar produtos de cabelo adequados para os meus cabelos. Fiz até estoque de uns cremes que mais gostei por medo de acontecer isso e eu ficar sem (sério, teve um que eu comprei 5 kilos e estoquei já que vale até 2020 kkkkk). 
Em todo caso espero que não, espero que não passe, espero que essa “vibe de aceitação do próprio cabelo” tenha vindo para ficar, espero que daqui há 20 anos ainda seja normal a facilidade de encontrar variedade de produtos para meu cabelo, afinal, meu cabelo não é “moda”, não é mera tendência, eu nasci com ele, ele é minha identidade. Por isso torço que essa mudança de quadro tenha vindo para ficar de vez.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Fundamental...

"Fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho"... eu já concordei e discordei dessa frase para lá de muitas vezes. Discordei na medida em que ela possa carregar a ideia de amor erótico romântico, que sofre qualquer coisa pelo amor, que ama amar sob toda e qualquer circunstância, mesmo quando aquele "amor" lhe machuca e faz muito mal. Estar mal acompanhado desse jeito é o que nos coloca em concordância com outra frase clichê que nos diz "antes só do que mal acompanhado" e sua inversão é certamente desespero. Por isso que, durante bastante tempo, discordei assertivamente de que é impossível ser feliz sozinho. Mas estive revendo o sentido de "sozinho". 

Estar na companhia de amigos queridos, de filhos, sobrinhos, enfim, pessoas que se ama além do amor erótico não é algo que se possa classificar como "ser/estar sozinho". Uma pessoa sozinha, sozinha mesmo, que não tem ninguém para conversar, para dividir momentos, para sorrir e chorar, é com certeza alguém profundamente infeliz, ainda que viva num palácio,, ainda que possua todas as coisas que todos querem possuir. Afinal, a felicidade está sobretudo nos atos de compartilhamento. Felicidade plena não se sustenta no egoísmo, a embriaguez do egoísmo tende esvaziar-nos.

Por isso, não, não dá para ser feliz sozinho.

Flickr.com/photos/10983882@N07

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Ludo para imprimir, grátis

Certamente o jogo que eu mais joguei com meus irmãos quando era criança foi Ludo. Trata-se de um antigo jogo de corrida para jogar de dois até quatro jogadores (4 Peões de uma mesma cor para cada um dos jogadores). Como objetivo os jogadores deverão levar todos os seus peões do ponto de partida até o ponto de destino. Para isso, deve-se dar a volta inteira no tabuleiro e chegar antes que os adversários. Os jogadores correm jogando os dados e avançando as casas. 
Regras básicas: 
  • O jogo requer: - 1 Tabuleiro; - 4 peões amarelos; - 4 peões vermelhos; - 4 peões verdes; - 4 peões azuis; - 1 dado;
  • Casa Inicial – São as casas coloridas nos cantos com um circulo ao centro fora das outras fileiras de casas;
  • Os jogadores somente poderão retirar o peão de sua casa inicial até a saída quando obter um 6 ou 1 com o dado;
  • Sempre o jogador tirar 6 pode escolher entre jogar o dado mais uma vez ou tirar um peão da casa inicial para a saída;
  • Saída – São as casas coloridas que há junto a cada Casa Inicial;
  • Abrigos – São as casas brancas com círculos cinzas, nos abrigos fica-se protegido de ser capturado;
  • Reta final – São as casas coloridas que se dirigem ao centro do tabuleiro até a casa final;
  • Barreira – Dois peões de igual cor na mesma casa formam uma barreira a qual nenhum peão poderá ultrapassar, nem mesmo os do próprio jogador;
  • Barreira de uma cor consegue ultrapassar e capturar barreira de cor diferente;
  • Capturar – Emprega-se a palavra Capturar quando um peão ocupa a posição de um peão do oponente, nesse caso este último retorna a sua Casa Inicial;
  • O peão que entrar na reta final só pode parar na casa final quando tirar o número exato que precisa para chegar lá, senão deve ficar voltando as casas até conseguir tirar o número exato no dado.
Dica: para os "peões" você pode usar botões coloridos.



Divirta-se!

sábado, 19 de agosto de 2017

Crie suas próprias cartas objetivos no War

Quando eu era criança eu amava (e ainda amo) jogos de tabuleiro, jogava Ludo, Clue, Monopoly, além dos que eu mesma inventada. Eu criava meus próprios jogos de tabuleiro quando era criança, usando papel, lápis de cor, as peças eram botões coloridos ou "geloucos", quando eu queria criar um dado especial para o jogo até mesmo os dados eu fazia de papel e tudo isso sem ter impressora ou computador, na mão mesmo anos 90 .

Há algum tempo eu tenho o clássico War, da Grow, quem conhece esse jogo sabe que ele é muito legal só que tem um probleminha: se você seguir todas as regras, à risca, as partidas vão ser muito longas. É muito comum apenas uma partida durar 4, 6, até 8 horas. Por isso eu percebi que estava deixando de jogar por conta da duração extensa e comecei a flexibilizar algumas regras do jogo para troná-lo mais célere. Entre as minhas "estratégias de flexibilização" pensei em eu mesma criar meus objetivos, objetivos mais fáceis para ser sorteados entre os jogadores e que tornassem as partidas mais rápidas. No jogo há alguns que são muito difíceis de se alcançar. Criando eu mesma objetivos novos e mais fáceis, as partidas ficaram mais rápidas sem deixar de ser divertidas, o segredo é criar objetivos inspirados nos originais só que mais fáceis.

Claro que eu poderia simplesmente escrever objetivos em papéis, recortar e sortear num saquinho, mas para ficar mais bonito o resultado, eu escaneei as cartas em branco que vêm no jogo para usar em caso de perda e fiz um arquivo para imprimir e escrever neles os próprios objetivos do War (que podem ser mais fáceis e até mais difíceis se você quiser) que devem ser sorteados entre os jogadores. Interessante não é? Deixei disponível o arquivo em pdf para qualquer pessoa interessada baixar, imprimir e também criar objetivos novos para jogar War. É só escrever dentro da carta em branco o objetivo que você quer criar.


Você pode criar novos objetivos também para inovar o jogo, caso você já tenha jogado bastante e queira novidade. Recomendo usar um papel de gramatura mais alta (mais grosso e mais durinho) para imprimir os cartões. Eu usei papel vergê 180g.

Atualização 22/08/2017: Os objetivos que eu desenvolvi foram os seguintes:
- Conquistar a América do Sul e a Oceania + 2 territórios em 3 continentes diferentes;
- Conquistar a África + 5 territórios da Ásia e ocupá-los com pelo menos 2 exércitos;
- Conquistar a Europa + 5 territórios da Ásia e ocupá-los com pelo menos 2 exércitos;
- Conquistar a América do Norte + 2 territórios à sua escolha e ocupá-los com com no mínimo 3 exércitos;
- Conquistar 8 territórios na Ásia + 2 territórios em cada continente restante;
- Conquistar 12 territórios e ocupar cada um deles com pelo menos 2 exércitos;
- Conquistar ao menos 2 territórios em cada continente e ocupar cada um deles com pelo menos 2 exércitos;
- Conquistar a Europa + 1 território em 3 continentes diferentes e ocupá-los com pelo menos 2 exércitos;
- Conquistar a Oceania + 3 territórios na América do Norte e ocupá-los com pelo menos 2 exércitos;
- Conquistar a África + 5 territórios à sua escolha e ocupá-los com pelo menos 2 exércitos;
- Conquistar 1 continente à sua escolha + 4 territórios e ocupá-los com pelo menos 2 exércitos;
- Conquistar 9 territórios e ocupar cada um deles com pelo menos 3 exércitos.

Download das cartas com estes objetivos AQUI.


Aproveite!

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Tudo flui...

Nessa fase de sua vida que se chama 20 e poucos anos você vai passar por muitas mudanças. Muda sua aparência, sua rotina e, muito comumente, suas opiniões, toda sua ótica de mundo muda, porque você está se transformando em adulto e, com isso, o ponto de vista de onde você olha e entende o mundo vai ser outro. Aquele ciclo de amigos que era vasto vai ficar cada vez menor, e menor ainda. É que muitos dos seus "melhores amigos", não vão acompanhar suas mudanças. Não é culpa deles, não é culpa de ninguém. É que aquele "você" que você era antes talvez se torne alguém completamente estanho ao "você" que você é hoje, e se para você mesmo este novo "você" é tão diferente do antigo, imagina só para as outras pessoas? ... Por isso muita gente não vai gostar dessa pessoa "nova" e vai se afastar. Às vezes, só às vezes, uma pessoa ou outra fica por perto, apesar de quem você se tornou, ou mesmo por causa de quem você se tornou. Às vezes isso é bom. Sim, isso é muito assustador... no começo. E tudo acontece de um jeito que você nem percebe, quando se dá conta, "eita!", aconteceu, e você se percebe cercado de pessoas novas que até gostam desse "você" que você é hoje, até que você se torne um novo "você" no futuro, porque a única constância é que tudo vai sempre mudar. Mas respire fundo e não se assuste, não é tão ruim assim, na verdade, isso tudo pode ser bem interessante e divertido, é só uma questão de saber "aproveitar a viagem". Aproveite!


PS.: Este é o texto da crônica em quadrinhos "Metamorfo" (R$10 + R$5 de frete), que publiquei pelo meu selo "Dente de Leão". 

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Relações humanas esvaziadas e consumismo preenchedor

Uma pergunta para fazer a si próprio: Desses 200 "amigos" que curtiram tua foto quantos aceitariam um convite para tomar um café contigo? 

Pois é, as relações virtuais são muito mecânicas. Eu aceito isso até certo ponto, mas somente "até certo ponto", afinal, eu não estou dizendo que espero que 200 das pessoas adicionadas no meu Facebook sejam amigos verdadeiros, desses que se confia as lamúrias e alegrias. Claro que não, nem daria para aguentar tanta carga. Imagina? Não. O que me deixa pensativa é perceber que todas as relações parecem se sustentar pelo modus operandi das plataformas de rede social. Então como acontece com aquelas cinco ou seis pessoas que espera-se que possamos realmente chamar de amigos próximos? Parece que hoje se vive a epidemia da desumanização das relações humanas, e a "política das curtidas" mostra como esse horror opera. Afinal, onde "curtir uma foto" significa manter contato com alguém quem precisa visitar quem quer que seja? Outro dia morreu um conhecido da faculdade e uma ex-colega de classe comentou num textão de despedida em seu Facebook "mantínhamos estreito contato, falei com ele ainda ontem", quando na verdade ela não o via pessoalmente há mais de dois anos e "estreito contato" eram curtidas e comentários em posts do Facebook, às vezes uma troca de "oi" no Whatsapp. 

O fato é que está todo mundo muito ocupado em ganhar dinheiro, para pagar as contas e comprar coisas, para se distrair do vazio que é viver só para comprar coisas e pagá-las para comprar mais, enquanto não se morre. Por isso quem vai se importar em alimentar relações com outros humanos, que têm defeitos, que podem te machucar? Outro dia conheci um aplicativo para celular chamado Wish, um app que serve para comprar todo tipo de bugiganga inútil. Dei uma passada nas coisas à venda na plataforma e me senti, honestamente, angustiada, aquilo é exatamente o tipo de coisa que mantém consumistas distraídos enquanto não morrem. Nada do que tinha ali era algo que eu pudesse classificar como minimamente necessário. Muita gente que eu conheço está viciada em comprar coisas completamente dispensáveis nessa coisa. A mecanização das relações é esvaziadora, e o consumo é a promessa de preenchimento desse vazio.

Essa geração atual se perturba demais com qualquer possibilidade de "sentir dor", daí se refugia em amar coisas ao invés de pessoas. A lógica é: coisas não te decepcionam, pessoas sim. Como lidar com a possibilidade de se decepcionar com alguém? Pois é... É verdade que estreitar relações com outros seres humanos implica em riscos, e num mundo onde o egoísmo é o motor que move a sociedade, é claro que a possibilidade de ser "feito de trouxa" só aumenta. Eu mesma já me decepcionei com pessoas que considerava amigas de verdade e sofri, fiquei triste, mas também cresci e aprendi. Falsos amigos podem ser muito devastadores nas nossas vidas. Porém aprendi com essas experiências, sobretudo, a valorizar pessoas sinceras e amigas reais. Por sorte também tive oportunidade de conhecer pessoas de alma rica, que me inspiram a ser um ser humano melhorE o que seria ser um ser humano melhor? É ser alguém que preza pelo sentido de humanidade enquanto algo não mecânico e egoísta. É ser alguém em relação com os Outros do mundo, capaz de perceber que o valor intrínseco de um ser humano está para além do preço. Objetos têm preço, pessoas têm valor. Eu respeito essas pessoas e me sinto rica e sortuda de poder aprender com elas a ser um ser humano melhor. Há amigos que ficaram para trás de quem tenho saudade e queria retomar o contato? Certamente. Mas a vida vai seguindo seu curso, quem sabe um dia acontece uma oportunidade?... Do mesmo jeito há pessoas que eu escolhi atravessar a rua para nem precisar cumprimentar caso esbarre por aí, mas sem rancor, sem raiva, de boas, simplesmente escolhi repelir por razões de autodefesa. É assim mesmo, faz parte de amadurecer.

Com que frequência você conversa pessoalmente com seus amigos mais antigos? Eles realmente gostam de você? As relações são laços que se possa dizer firmes? Quantos deles se tornaram apenas alguém que curte um post ou outro no Facebook? Tente verificar sua lista de amigos e responder isso para si ainda hoje.


quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Download: Planejamento de Estudos 2017.2 (Simples e ideal para concursos)

Recentemente eu comecei a fazer um curso de Produção Cultural e Design na modalidade EAD (ensino a distância) com o seguinte conteúdo: ✔ Ciência, inovação e tecnologia; ✔ Fotografia; ✔ Marketing digital; ✔ Vídeo e TV; ✔ Web Designer; ✔ Autocad; ✔ Edição de vídeo; ✔ Sonoplastia; ✔ Expressão vocal em rádio e TV; ✔ Edição de áudio; ✔ Operação de áudio; ✔ Qualidade na prestação de serviços; ✔ Relações Humanas no trabalho; ✔ Empreendedorismo e empregabilidade. Cada módulo compreende 9 aulas de 50 minutos cada com um prova ao final. A média tem que ser 7 para gerar um desempenho satisfatório e ter o certificado. 

Acontece que estudar em casa, embora seja cômodo, requer muito mais disciplina do que se eu estivesse numa sala de aula externa, isso porque em casa há muitas distrações (Facebook, Netflix, minha gata, a geladeira rsrs). Fui procurar planos de estudos simples e diretos na internet e não achei. Por isso criei um eu mesma. Trata-se de um calendário com espaços onde eu posso planejar os dias que vou ver às aulas e fazer as provas dos módulos para, assim, cumprir às exigências do curso. Gostei muito do resultado e, por isso, disponibilizo para download aqui para quem está estudando em casa e precisa de um calendário para se organizar.



Bons estudos!

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Dica de leitura: 5 contos de autoras

Tem uma coleção de e-books da Balão Editorial chamada Contos Estrangeiros Clássicos que eu acho muito legal porque traz contos de autoras e autores quase inéditos no Brasil, são lançados para Kindle e para Kobo e cada um custa só R$1,90. Eu compro e leio porque adoro a proposta e vale super a pena.

Esta semana vi que lançaram títulos novos e melhor havia três de autoras que eu muito mal vi um ou dois já lançados no Brasil. Muito animador! Por isso, hoje eu listei 5 contos escritos por mulheres com histórias interessantíssimas que trazem questões ligadas ao momento de surgimento daquilo que chamamos hoje de "primeira onda do feminismo", no ocidente, que compreende ao no final da era vitoriana até os primeiros anos do século XX.


O PAPEL DE PAREDE AMARELO, de Charlotte Perkins Gillman.
SINOPSE: Após o nascimento de seu filho, uma mulher é diagnosticada com depressão nervosa temporária e leve tendência histérica; parte do tratamento é ficar confinada a um cômodo da casa. Diagnósticos e tratamento comuns à época, século XIX. A claustrofobia obviamente piora sua condição, fazendo com que entre em uma espiral de delírio e confusão mental. Se fosse hoje em dia, ela teria sido diagnosticada com depressão pós-parto e possuiria ao seu alcance uma gama de tratamentos. No entanto, muitas vezes a mulher na sociedade atual acaba encontrando uma situação semelhante à dela, com o isolamento encontrado nos meses de licença-maternidade e a falta de solidariedade e empatia de familiares e amigos, e até mesmo dos pais dos bebês, a essa situação que, mesmo quando não prejudicada pela depressão, gera uma montanha-russa de sentimentos e sensações — do amor à raiva, da alegria à frustração, da exaustão à enlevação. Além do famoso conto, Gilman publicou livros feministas, dentre os quais os títulos Women and Economics [Mulheres e a economia] e His Religion and Hers [A religião dele e a dela]. Mulheres que estão no ou passaram pelo puerpério irão encontrar ressonância na história dessa mulher e todos os leitores ouvirão com atenção a voz dela clamando por ajuda.


O MORTAL IMORTAL, de Mary Shelley.
SINOPSE: Mary Shelley tem uma vasta obra de contos e o seu mais famoso é "O mortal imortal", no qual a autora de Frankenstein discorre sobre a imortalidade por meio do personagem Winzy, um fictício aprendiz do filósofo Cornelius Agrippa. Agrippa foi a inspiração de Shelley para o cientista Victor Frankenstein, protagonista da sua maior criação. Por meio desses elementos, a escritora britânica constrói um conto soberbo sobre a natureza humana, leitura obrigatória para todos os amantes da boa literatura.

A CASA DE BONECAS, de Katherine Mansfield.
 SINOPSE: "A casa de bonecas" [The Doll's House] é um conto que aborda, sutilmente, temas como o preconceito, classes sociais, conexões, a demasiada importância dada às aparências e, principalmente, esperança. Cheio de simbolismo, a autora narra os acontecimentos que sucedem a chegada de uma casa de bonecas na residência dos Burnell.

A VIAGEM, de Katherine Mansfield
SINOPSE: "A viagem" [The Voyage] é um conto modernista que conta a história de Fenella e sua viagem para ir morar com os avós. Começando a jornada se despedindo do pai, a autora narra a viagem da personagem com a avó até sua chegada a nova casa. Com sua escrita leve e sutil, a autora aborda temas como a morte, a mudança, o sacrifício e o ato de deixar o passado para trás.

A HISTÓRIA DE UMA HORA, de Kate Chopin.
SINOPSE: "A história de uma hora" [The Story of na Hour] nos conta as reações complexas de Louise Mallard após descobrir a morte do marido em um acidente de trem. Uma crítica a falta de liberdade da mulher dentro do casamento e a falta de valor dela fora de um, o conto surpreende, principalmente, por seu final irônico.


segunda-feira, 31 de julho de 2017

Assista hoje mesmo: Daughters of Destiny

Estreou há poucos dias na Netflix esta série documental de título Daughters of Destiny e sabe o que você deveria fazer agora mesmo? Parar tudo que está fazendo e ver os 4 episódios.

A série mostra a rotina da escola de Shanti Bhavan, um colégio interno especial que oferece educação gratuita para famílias muito pobres, sobretudo as desfavorecidas no persistente sistema de castas que infelizmente ainda vigora na prática sob diversos aspectos. Focando nas experiências das meninas vêm à tona os desafios ligados às questões de gênero e classe social.

Este é o trailer:


Nessa série pude pensar a educação como instrumento de emancipação e poder, mas que obedece a um sentido de senso de responsabilidade com os outros, de generosidade e justiça, num sentido que cultiva valores de humanidade e cooperação, algo tão em falta na cultura ocidental. Cultura ocidental, esta de louvor ao egoísmo, da embriaguez de si mesmo, da ovação da liberdade infantilizada que vê o outro como inimigo e empecilho que deve ser eliminado, que diz "eu não sou obrigado a nada" e chama de "liberdade" o sentimento puramente egocêntrico que leva as pessoas a tomarem sempre a si próprias como único fim de suas escolhas e atos. Temos muito o que melhorar.

Esta é com certeza é uma das melhores coisas que eu já vi na Netflix. Classifico com 5 estrelas numa escala até 5.  
★ ★ ★ ★ 
Indico demais!

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Resenha: "O ódio que você semeia" ["The Hate U Give"], de Angie Thomas

"The Hate U Give", livro da escritora Angie Thomas foi traduzido para o português com o título "O ódio que você semeia". Percebi que às vezes a tradução soou um pouco estranha, como se o Google Translate tivesse feito a tradução sério! teve vezes que eu pensei "eu traduziria melhor", mas não é nada absurdo nem tão comprometedor. 

Vou admitir aqui que geralmente eu acho entediante a aguada esse tipo de literatura que se chama de "literatura YA" (ou literatura young adult - para jovens adultos), mas este livro foge da regra que observo e me canso em literatura YA – que é a enrolação com [pseudo]probleminhas superficiais e narrativa insossa. Este não. A história escrita por Angie Thomas traz uma adolescente lidando com problemas de ordem muito mais complexa e grandiosa, situações problemáticas que ultrapassam o universo adolescente, por isso ler este livro é algo que indico para faixas de idade que ultrapassam o público-alvo young adult (15 a 30 anos). Starr, a protagonista, é filha de um comerciante e reside num bairro periférico e violento, mas estuda numa escola particular em outra região da cidade, majoritariamente ocupada por pessoas brancas de classe média. A história traz situações de racismo e classismo duras e reais, de modo que certamente pessoas não negras, mas que também tenham vivido situações discriminatórias baseadas em recortes classistas, devem se identificar em alguns pontos com a protagonista. Eu, por exemplo, me identifiquei em diversos aspectos, em várias situações eu pensei "já passei exatamente por isso". Nesta história também percebi o quanto é impressionante como as pessoas que mais se beneficiam das injustiças que a "ordem social" criou – tais como racismo, classismo, sexismo... – são as que mais cobram que as pessoas injustiçadas sejam gentis e tranquilas. Demonstrar agressividade e raiva é altamente reprovado por essas pessoas – ainda mais quando se é mulher, num mundo que exige que mulheres sejam sempre doces e gentis.

De modo geral é uma ma leitura fundamental nesses tempos doentes de pessoas envenenadas por ódio e ignorância. Leiam este livro!


SINOPSE: "Uma história juvenil repleta de choques de realidade. Um livro necessário em tempos tão cruéis e extremos. Starr aprendeu com os pais, ainda muito nova, como uma pessoa negra deve se comportar na frente de um policial. Não faça movimentos bruscos. Deixe sempre as mãos à mostra. Só fale quando te perguntarem algo. Seja obediente. Quando ela e seu amigo, Khalil, são parados por uma viatura, tudo o que Starr espera é que Khalil também conheça essas regras. Um movimento errado, uma suposição e os tiros disparam. De repente o amigo de infância da garota está no chão, coberto de sangue. Morto. Em luto, indignada com a injustiça tão explícita que presenciou e vivendo em duas realidades tão distintas (durante o dia, estuda numa escola cara, com colegas brancos e muito ricos - no fim da aula, volta para seu bairro, periférico e negro, um gueto dominado pelas gangues e oprimido pela polícia), Starr precisa descobrir a sua voz. Precisa decidir o que fazer com o triste poder que recebeu ao ser a única testemunha de um crime que pode ter um desfecho tão injusto como seu início. Acima de tudo Starr precisa fazer a coisa certa. Angie Thomas, numa narrativa muito dinâmica, divertida, mas ainda assim, direta e firme, fala de racismo de uma forma nova para jovens leitores. Este é um livro que não se pode ignorar."

Título: O ódio que você semeia; 
Autora: Angie Thomas; 
Editora: Galera Record; 
Ano: 2017; 
Págs.: 378; 
Preço: R$ 39,90.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Apostila de fotografia básica para download gratuito

Atualizei minha apostila básica de fotografia. Ela traz algumas noções básicas de técnicas fotográficas, com um conteúdo baseado nas minhas experiências e posts daqui do blog relacionados a fotografia. Interessante para quem está começando a aprender. Está disponível para download gratuito. Baixe, compartilhe e aproveite!


ÍNDICE
  • APRESENTAÇÃO
  • FOTOGRAFIA
  • LUZ
  • ALGUNS TIPOS DE CÂMERA
  • FOCO
  • ISO (ASA)
  • OBTURADOR
  • DIAFRAGMA
  • BALANÇO DE BRANCO (EQUILÍBRIO DE BRANCO)
  • TIPOS DE OBJETIVA
  • FLASH
  • MODOS DE CENA
  • COMPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA
  • POR FIM...

sábado, 22 de julho de 2017

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Generosidade é uma virtude rara.

Uma das virtudes mais dignas de respeito é a generosidade. No nosso mundo atual a vaidade, o egocentrismo, o individualismo são os motores que movem a maneira como as pessoas convivem, de modo que não é possível dizer verdadeiramente que é comum haver nas relações inter-humanas o sentido de relação propriamente dita. O que há seria, no máximo, pessoas se aturando entre si. 

Um exercício básico que eu recomendo que todo mundo faça ao menos uma vez na vida é o de listar os nomes de todas as pessoas que você conhece e convive (ou já conviveu) e conseguir lembrar e tentar atribuir uma qualidade virtuosa a cada uma daquelas pessoas, mesmo das pessoas que você não gosta, tentar reconhecer com honestidade um traço positivo que seja na personalidade daquela pessoa. Tarefa difícil, mas recomendo, vai te ajudar ver as pessoas com outros olhos. Com honestidade, encontrei em diversas pessoas das que amo e das que detesto características respeitáveis como determinação, ousadia, resiliência, sinceridade, autoconfiança, criatividade entre tantas outras. Mas o mais curioso foi que ao final percebi que são quase todas virtudes voltadas para si próprios. Quer dizer, virtudes que têm como razão a individualidade antes de qualquer outra coisa. Pensar em ao menos um pessoa que eu pudesse qualificar como generosa foi muito difícil. Generosidade é uma virtude rara. 

Na sociedade que cultiva o individualismo como valor supremo a todos os outros valores as pessoas têm uma pessoa generosa como otária, ingênua, boba... Enquanto estão muito distraídas com seus carros novos, celulares de última geração, roupas de marcas caras, todo tipo de besteira cuja finalidade única é alimentar seus egos famintos. Suspeito que tem alguma coisa errada nisso. Pior é que na cultura do individualismo não é de se estranhar que ninguém ajude ninguém. Ah mas fulano é generoso com a própria mãe, com o próprio filho. Sim, porque é a mãe dele, porque é o filho dele, não deixa de ser o ego que move a ação.

Não sei onde quero chegar com esse texto, mas sei que quero chamar atenção para a ideia de que vale a pena parar para julgar a si próprio, pesar as próprias atitudes e olhar para os outros no sentido de ajudar de verdade, sair da própria bolha egocêntrica e de fato ter contato humano com alguém. Quando você liga para um amigo o que você quer: saber fofocas da vida dele ou prestar ajuda no que for preciso? Começa por aí.


segunda-feira, 3 de julho de 2017

"Legislação da Mulher", coletânea de normas jurídicas para download grátis

Esta coletânea reúne as principais normas que tratam de temas relacionados às mulheres, que se encontram dispersas em diversos domínios (previdenciário, penal, trabalhista, acordos internacionais, entre outros). Atualizada em 18/01/2016. Um material interessantíssimo para quem busca informação sobre como estão garantidos os direitos das mulheres no âmbito jurídico.

Está disponível em e-book gratuito para Kobo: AQUI O LINK


segunda-feira, 12 de junho de 2017

domingo, 4 de junho de 2017

"Pogando", de Psonha

Se  alguém me pedisse uma dica de Histórias em Quadrinhos punk e de autoria de uma mulher, com certeza essa seria minha primeira indicação. A HQ "Pogando", de Psonha (ex-baixista da banda punk/hardcore Menstruação Anárkika) carrega em cada página todo espírito jovem e entusiasmado punk. As ilustrações são muito lindas, um misto de técnicas de aquarela, guache e arte digital. Esta edição vem em papel couché fosco 150 g/m², ou seja, ótima qualidade!

SINOPSE: A HQ "Pogando", da Psonha, é Punk! Punk que pulsa em todas as páginas através do traço, das cores, das músicas e das letras dessas músicas. Pogando tem ótimas sacadas gráficas, narrativas e é, principalmente, sobre juventude, liberdade e amadurecimento de um jeito Punk que você vai conhecer lendo a história. Poguemos! \o/



Recomendo que leia ouvindo a playlist das músicas que "rolam" na história:


Título: Pogando;
Autora: Psonha;
Editora: SESI-SP Editora;
Ano: 2015;
Págs.: 120;
Preço: R$ 42.

domingo, 28 de maio de 2017

"O Ódio que Você Semeia", de Angie Thomas será lançado em português

The Hate U Give (no Brasil, O Ódio que Você Semeia) da escritora Angie Thomas, nascida e residente em Jackson - Mississippi, é um dos livros mais comentados dos últimos anos, chegando a marca do 1º lugar na lista dos mais vendidos do New York Times, a história aborda problemáticas sérias como racismo. A história contada em O Ódio que Você Semeia promove o debate sobre um assunto urgente que é essa questão tão importante. Embora se passe nos Estados Unidos, trata-se de uma livro reflete muito do que o contexto social no Brasil também é, por isso já reservei o meu em pré-venda e assim que chegar terá resenha deste livro aqui no blog.

A Editora Record vai lançar em português pelo selo Galera e o lançamento no Brasil será em 10 de julho. Já é possível encomendar em pré-venda em algumas livrarias como Cultura e Saraiva, está custando R$39,90.


Os direitos cinematográficos do livro foram comprados pela Fox 2000, o cineasta George Tillman deve estrelar juntamente à atriz Amandla Stenberg (A que fez Rue, em Jogos Vorazes). 

SINOPSE: "Uma história juvenil repleta de choques de realidade. Um livro necessário em tempos tão cruéis e extremos. Starr aprendeu com os pais, ainda muito nova, como uma pessoa negra deve se comportar na frente de um policial. Não faça movimentos bruscos. Deixe sempre as mãos à mostra.Só fale quando te perguntarem algo. Seja obediente.
Quando ela e seu amigo, Khalil, são parados por uma viatura, tudo o que Starr espera é que Khalil também conheça essas regras. Um movimento errado, uma suposição e os tiros disparam. De repente o amigo de infância da garota está no chão, coberto de sangue. Morto. Em luto, indignada com a injustiça tão explícita que presenciou e vivendo em duas realidades tão distintas (durante o dia, estuda numa escola cara, com colegas brancos e muito ricos - no fim da aula, volta para seu bairro, periférico e negro, um gueto dominado pelas gangues e oprimido pela polícia), Starr precisa descobrir a sua voz. Precisa decidir o que fazer com o triste poder que recebeu ao ser a única testemunha de um crime que pode ter um desfecho tão injusto como seu início. Acima de tudo Starr precisa fazer a coisa certa. Angie Thomas, numa narrativa muito dinâmica, divertida, mas ainda assim, direta e firme, fala de racismo de uma forma nova para jovens leitores. Este é um livro que não se pode ignorar."

sábado, 27 de maio de 2017

"Crônica de uma namorada", de Zélia Gattai

Li esse livro em duas madrugadas seguidas, deixei de ver séries no Netflix porque tive realmente muito mais interesse em ler a história que Geana estava contando. Eu AMEI essa história. Fiz uma viagem maravilhosa à década de 50. A personagem que sem dúvida mais me fascinou foi Ricardina (). Duvido quem ler não amar Ricardina! Ela tem um tipo de coragem que não é raivosa, é sonhadora sem medo, algo tão nobre e raro. Acho que com ela lembrei que é feliz quem não deixa de sonhar, com coração grato e livre de rancor.


SINOPSE: O romance de Zélia Gattai acompanha as dores e descobertas da menina Geana, que precisa enfrentar a morte da mãe e conviver com uma madrasta ao mesmo tempo que experimenta transformações físicas e o despertar da sexualidade.  São temas simples que, nas mãos de Zélia, se transformam num relato de formação minucioso. Sem moldes e sem fórmulas, a menina se faz a cada pequeno golpe que a realidade lhe aplica. As paixões súbitas que atordoam suas relações com os meninos; a força das palavras, que pode estar nas linhas precárias de um telegrama; as lembranças infantis das férias, do Natal, das conversas com os mais velhos, que ajudam a temperar a agitação das mudanças. É nas pequenas alegrias — bailes de adolescentes, programas de calouros e o convívio com personagens fascinantes como Ricardina, a menina pobre que deseja se transformar em cantora — que a protagonista reúne forças para enfrentar as dificuldades e se redesenhar. Tendo como pano de fundo o início dos anos 1950 na cidade de São Paulo, Zélia não se deixa levar nem pela tentação sociológica nem por apelos da psicologia. Ela não escreve para explicar ou para interpretar, mas para contar uma boa história.


Título: Crônica de uma namorada;
Autora: Zélia Gattai;
Editora: Companhia das Letras;
Ano: 2011;
Págs.: 272;
Preço: R$ 47,90.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Conheça: Delmira Agustini

Delmira Agustini, poeta e ativista feminista uruguaiana (1886-1914), foi uma mulher a frente do seu tempo, escreveu sonetos sobre erotismo feminino numa época em que este ramo era totalmente dominado por homens. Sua obra é caracterizada por uma carga erótica forte. Seus poemas seguem a linha modernista e estão cheios de feminismo, simbolismo, sensualidade e sexo. Seu estilo pertence à primeira fase do Modernismo e seus temas que tratam de fantasia e materiais exóticos. Eros, deus do amor, simboliza erotismo e é a inspiração para poemas Agustini cerca de prazeres carnais.

Porém infelizmente Delmira estava fisicamente inserida num tempo misógino, e por essa razão a história da poeta foi interrompida prematuramente, aos 27 anos, após se separar do marido, ele a assassinou e cometeu suicídio depois. Atualmente Montevidéu tem um memorial dedicado a Delmira Agustini e todas as vítimas de violência de gênero localizado na rua Andes 1206, onde Delmira foi assassinada pelo ex-marido.


Tem disponível para baixar de graça para o Kobo (no app ou no e-reader) no site da Livraria Cultura e-book com sonetos de Delmira: AQUI.

terça-feira, 9 de maio de 2017

"O Conto da Aia", de Margaret Atwood

"The Handmaid's Tale" (no Brasil "O Conto da Aia", pela editora Rocco) é uma ficção distópica escrita pela canadense Margaret Atwood no ano de 1985. A trama virou série, cuja primeira temporada conta com 10 episódios e que está renovada para a segunda temporada, transmitida pelo serviço de streaming Hulu. A história é interessantíssima, se passa futuro imaginário, onde os Estados Unidos não se chamam mais Estados Unidos, o país tornou-se a República de Gilead, que é governada por um regime totalitário e teocrático que vive uma guerra civil. O país é organizado de modo que as mulheres são propriedade do Estado, não têm direitos individuais e são divididas em castas – mulheres férteis (as mais raras) pertencem ao grupo das aias e têm apenas uma função: procriar para famílias de homens poderosos e suas esposas estéreis. O processo no qual as aias são estupradas pelos comandantes é chamado de “cerimônia”. Para quem gosta de ficção política, ficção científica, distopias sociais como 1984 e A Revolução dos Bichos (de George Orwell), Fahrenheit 451 (de Ray Bradubury) ou Admirável Mundo Novo (de Aldous Leonard Huxley), indico muito a leitura de O Conto da Aia, pois esta obra tem um pouco de tudo que tem naquelas outras, o debate sobre o totalitarismo, sobre liberdade e direitos civis e sociais, só que com uma pitada de algo que faz oportuno debater as questões de gênero.

Imagem: A Handmaid's Tale by Francisco Martinez.
SINOPSEA história de 'O conto da aia' passa-se num futuro muito próximo e tem como cenário uma república onde não existem mais jornais, revistas, livros nem filmes – tudo fora queimado. As universidades foram extintas. Também já não há advogados, porque ninguém tem direito a defesa. Os cidadãos considerados criminosos são fuzilados e pendurados mortos no muro, em praça pública, para servir de exemplo enquanto seus corpos apodrecem à vista de todos. Nesse Estado teocrático e totalitário, as mulheres são as vítimas preferenciais, anuladas por uma opressão sem precedentes. O nome dessa república é Gilead, mas já foi Estados Unidos da América. As mulheres de Gilead não têm direitos. Elas são divididas em categorias, cada qual com uma função muito específica no Estado – há as esposas, as marthas, as salvadoras etc. À pobre Offred coube a categoria de aia, o que significa pertencer ao governo e existir unicamente para procriar. Offred tem 33 anos. Antes, quando seu país ainda se chamava Estados Unidos, ela era casada e tinha uma filha. Mas o novo regime declarou adúlteros todos os segundos casamentos, assim como as uniões realizadas fora da religião oficial do Estado. Era o caso de Offred. Por isso, sua filha lhe foi tomada e doada para adoção, e ela foi tornada aia, sem nunca mais ter notícias de sua família. É uma realidade terrível, mas o ser humano é capaz de se adaptar a tudo. Com esta história, Margaret Atwood leva o leitor a refletir sobre liberdade, direitos civis, poder, a fragilidade do mundo tal qual o conhecemos, o futuro e, principalmente, o presente.

O título parece estar esgotado no Brasil, mas ainda é possível encontrá-lo nos sebos.

ACHEI PARA BAIXAR AQUI: O CONTO DA AIA EM PDF



Título: O Conto da Aia;
Autora: Margaret Atwood;
Editora: Rocco;
Págs.: 366;
Preço: R$ 48,00.






Atualização em 27/05/2017: A Editora Rocco anunciou que irá relançar o livro, revisado e com capa nova, estará disponível nas livrarias a partir de 07 de junho.

sábado, 8 de abril de 2017

"Outros Jeitos de Usar a Boca", de Rupi Kaur

Sinopse: Outros jeitos de usar a boca é um livro de poemas sobre a sobrevivência. Sobre a experiência de violência, o abuso, o amor, a perda e a feminilidade. O volume é dividido em quatro partes, e cada uma delas serve a um propósito diferente. Lida com um tipo diferente de dor. Cura uma mágoa diferente. Outros jeitos de usar a boca transporta o leitor por uma jornada pelos momentos mais amargos da vida e encontra uma maneira de tirar delicadeza deles. Publicado inicialmente de forma independente por Rupi Kaur, poeta, artista plástica e performer canadense nascida na Índia - e que também assina as ilustrações presentes neste volume.

Não sei como classificar a leitura desse livro de maneira que o mesmo seja plenamente contemplado. Não encontro adjetivação satisfatória nem para ele nem para como ele me fez me sentir. Já ouvi ou li por aí sobre como a verdade é que uma obra de arte lê seu observador, ao invés de o inverso. Com este livro tive esse sentimento. A cada página era como se os poemas lessem a mim, e não eu a eles. E nossa como tocou fundo, como doeu. Chorei de soluçar. Chorei rios. Assim, só digo que é um livro fuderoso!


O título original é Milk and Honey, em referência a um dos poemas do livro, e no Brasil foi publicado como Outros Jeitos de Usar a Boca em referência também a um dos poemas do livro, pela editora Planeta. Eu gostei mais do título da versão brasileira.


R$29,90, achei o preço bom e recomendo demais a leitura.

domingo, 5 de março de 2017

Guardar maquiagem na geladeira ajuda a conservá-la

A temperatura média está muito alta (no Recife, passa dos 30° C, inclusive à noite), daí para evitar que meus batons estragassem, comecei a guardá-los na geladeira. Esse cuidado mantém o batom firme, evita que ele quebre por estar meio mole devido ao calor, também ajuda a conservar por mais tempo o batom com sua textura, cor e aroma originais, aspectos que o calor pode alterar, o que significa, em muitos casos, que o batom está estragado e deve ser inutilizado. Agora, é claro, que não é recomendável guardar numa temperatura baixa demais, por exemplo, à beira do congelamento, julgo que até 10° C está ótimo, menos do que isto talvez não seja recomendável.

O que eu soube um dia desses é que esse costume também deve ser adotado com esmaltes, perfumes e maquiagens líquidas e cremosas como, por exemplo, bases, máscaras para cílios, delineadores e sombras cremosas, pela mesma razão, por ajudar na conservação dos produtos. Para maquiagem em pó não precisa.


É interessante providenciar uma caixinha de plástico especialmente para manter sua maquiagem bem longe da comida – por razões obvias! É um costume que agora adoto com toda maquiagem cremosa que eu adquirir e recomendo muito. Sabe aquelas mini geladeiras portáteis? Tipo esta aqui:


Agora eu quero muito ter uma!

>> Mais informações neste link onde eu li mais sobre isto: Nove produtos de beleza que você deve guardar na geladeira.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

"Tinha tanto espaço ocupado com passado que não sobrava lugar para o presente"

"Tinha tanto espaço ocupado com passado que não sobrava lugar para o presente", foi o que eu me dei conta depois de fazer mais uma super limpeza de "desacumulação". Dessa vez foi grande. Me desfiz de maquiagem, calçados, CD's, bastante livros que não me satisfaziam mais, até um violão e assessórios para fotografia que eu praticamente não usei. A separação é a mesma básica e funcional: "coisas para doar", "coisas para vender" e "coisas para o  jogar no lixo". Cada coisa tem uma história, e, não raro, uma história de frustração por simplesmente não ter dado o devido uso àquele objeto – esta, aliás, é a história que mais se repete. Assim, tanto passado acumulado e o presente sufocado, sem encontrar seu lugar. ]

Outra providência muitíssimo importante: "comprar menos coisas", o mínimo possível, quase nada se conseguir, só o indispensável para viver com algum conforto e segurança. Guardar coisas gasta muita energia vital, melhor não gastar algo tão precioso com coisas.

Sabe o que fazem com aquelas bibliotecas particulares fabulosas que as pessoas levam a vida a cultivar? Retalham em sebos por micharias quando a pessoa morre. Tem um livro que eu comprei num sebo por R$3,00, "Crítica da razão tupiniquim", de Roberto Gomes, uma edição da Editora Cortez, do ano 1982. Comprei o livro intacto, sem nenhum risco, mancha ou dobra, certamente seu ex dono ou dona tinha muito cuidado, mas pela edição do livro, eu até apostaria que não foi a mesma pessoa que foi dona desse livro a vida inteira que o repassou quase de graça para o sebo... Então, vou deixar de adquirir livros para ler? Jamais! Só prefiro ser muito menos acumuladora de livros, repassar com menos cerimônia os livros que já li, sobretudo os bons, os que mais devem ser lidos por muito mais pessoas, afinal, um livro, enquanto parado e fechado numa estante, juntando poeira, trata-se de um livro "morto", até que alguém o leia e o traga de volta à vida.

Desapegue, desacumule, a maior leveza fica para a alma...