sábado, 19 de agosto de 2017

Crie suas próprias cartas objetivos no War

Quando eu era criança eu amava (e ainda amo) jogos de tabuleiro, jogava Ludo, Clue, Monopoly, além dos que eu mesma inventada. Eu criava meus próprios jogos de tabuleiro quando era criança, usando papel, lápis de cor, as peças eram botões coloridos ou "geloucos", quando eu queria criar um dado especial para o jogo até mesmo os dados eu fazia de papel e tudo isso sem ter impressora ou computador, na mão mesmo anos 90 .

Há algum tempo eu tenho o clássico War, da Grow, quem conhece esse jogo sabe que ele é muito legal só que tem um probleminha: se você seguir todas as regras, à risca as partidas vão ser muito longas. É muito comum apenas uma partida durar 4, 6, até 8 horas. Por isso eu percebi que estava deixando de jogar por conta da duração extensa e comecei a flexibilizar algumas regras do jogo para troná-lo mais célere. Entre as minhas "estratégias de flexibilização" pensei em eu mesma criar meus objetivos, objetivos mais fáceis para ser sorteados entre os jogadores e que tornassem as partidas mais rápidas. No jogo há alguns que são muito difíceis de se alcançar. Criando eu mesma objetivos novos e mais fáceis as partidas ficaram mais rápidas sem deixar de ser divertidas, o segredo é criar objetivos inspirados nos originais só que mais fáceis.

Claro que eu poderia simplesmente escrever objetivos em papéis, recortar e sortear num saquinho, mas para ficar mais bonito o resultado, eu escaneei as cartas em branco que vêm no jogo para usar em caso de perda e fiz um arquivo para imprimir e escrever neles os próprios objetivos do War (que podem ser mais fáceis e até mais difíceis se você quiser) que devem ser sorteados entre os jogadores. Interessante não é? Deixei disponível para qualquer pessoa interessada baixar, imprimir e também criar objetivos novos para jogar War. É só escrever dentro da carta em branco o objetivo que você quer criar.


Recomendo usar um papel de gramatura mais alta (mais grosso e mais durinho) para imprimir os cartões. Eu usei papel vergê 180g.


Aproveite!

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Tudo flui...

Nessa fase de sua vida que se chama 20 e poucos anos você vai passar por muitas mudanças. Muda sua aparência, sua rotina e, muito comumente, suas opiniões, toda sua ótica de mundo muda, porque você está se transformando em adulto e, com isso, o ponto de vista de onde você olha e entende o mundo vai ser outro. Aquele ciclo de amigos que era vasto vai ficar cada vez menor, e menor ainda. É que muitos dos seus "melhores amigos", não vão acompanhar suas mudanças. Não é culpa deles, não é culpa de ninguém. É que aquele "você" que você era antes talvez se torne alguém completamente estanho ao "você" que você é hoje, e se para você mesmo este novo "você" é tão diferente do antigo, imagina só para as outras pessoas? ... Por isso muita gente não vai gostar dessa pessoa "nova" e vai se afastar. Às vezes, só às vezes, uma pessoa ou outra fica por perto, apesar de quem você se tornou, ou mesmo por causa de quem você se tornou. Às vezes isso é bom. Sim, isso é muito assustador... no começo. E tudo acontece de um jeito que você nem percebe, quando se dá conta, "eita!", aconteceu, e você se percebe cercado de pessoas novas que até gostam desse "você" que você é hoje, até que você se torne um novo "você" no futuro, porque a única constância é que tudo vai sempre mudar. Mas respire fundo e não se assuste, não é tão ruim assim, na verdade, isso tudo pode ser bem interessante e divertido, é só uma questão de saber "aproveitar a viagem". Aproveite!


PS.: Este é o texto da crônica em quadrinhos "Metamorfo" (R$10 + R$5 de frete), que publiquei pelo meu selo "Dente de Leão". 

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Relações humanas esvaziadas e consumismo preenchedor

Uma pergunta para fazer a si próprio: Desses 200 "amigos" que curtiram tua foto quantos aceitariam um convite para tomar um café contigo? 

Pois é, as relações virtuais são muito mecânicas. Eu aceito isso até certo ponto, mas somente "até certo ponto", afinal, eu não estou dizendo que espero que 200 das pessoas adicionadas no meu Facebook sejam amigos verdadeiros, desses que se confia as lamúrias e alegrias. Claro que não, nem daria para aguentar tanta carga. Imagina? Não. O que me deixa pensativa é perceber que todas as relações parecem se sustentar pelo modus operandi das plataformas de rede social. Então como acontece com aquelas cinco ou seis pessoas que espera-se que possamos realmente chamar de amigos próximos? Parece que hoje se vive a epidemia da desumanização das relações humanas, e a "política das curtidas" mostra como esse horror opera. Afinal, onde "curtir uma foto" significa manter contato com alguém quem precisa visitar quem quer que seja? Outro dia morreu um conhecido da faculdade e uma ex-colega de classe comentou num textão de despedida em seu Facebook "mantínhamos estreito contato, falei com ele ainda ontem", quando na verdade ela não o via pessoalmente há mais de dois anos e "estreito contato" eram curtidas e comentários em posts do Facebook, às vezes uma troca de "oi" no Whatsapp. 

O fato é que está todo mundo muito ocupado em ganhar dinheiro, para pagar as contas e comprar coisas, para se distrair do vazio que é viver só para comprar coisas e pagá-las para comprar mais, enquanto não se morre. Por isso quem vai se importar em alimentar relações com outros humanos, que têm defeitos, que podem te machucar? Outro dia conheci um aplicativo para celular chamado Wish, um app que serve para comprar todo tipo de bugiganga inútil. Dei uma passada nas coisas à venda na plataforma e me senti, honestamente, angustiada, aquilo é exatamente o tipo de coisa que mantém consumistas distraídos enquanto não morrem. Nada do que tinha ali era algo que eu pudesse classificar como minimamente necessário. Muita gente que eu conheço está viciada em comprar coisas completamente dispensáveis nessa coisa. A mecanização das relações é esvaziadora, e o consumo é a promessa de preenchimento desse vazio.

Essa geração atual se perturba demais com qualquer possibilidade de "sentir dor", daí se refugia em amar coisas ao invés de pessoas. A lógica é: coisas não te decepcionam, pessoas sim. Como lidar com a possibilidade de se decepcionar com alguém? Pois é... É verdade que estreitar relações com outros seres humanos implica em riscos, e num mundo onde o egoísmo é o motor que move a sociedade, é claro que a possibilidade de ser "feito de trouxa" só aumenta. Eu mesma já me decepcionei com pessoas que considerava amigas de verdade e sofri, fiquei triste, mas também cresci e aprendi. Falsos amigos podem ser muito devastadores nas nossas vidas. Porém aprendi com essas experiências, sobretudo, a valorizar pessoas sinceras e amigas reais. Por sorte também tive oportunidade de conhecer pessoas de alma rica, que me inspiram a ser um ser humano melhorE o que seria ser um ser humano melhor? É ser alguém que preza pelo sentido de humanidade enquanto algo não mecânico e egoísta. É ser alguém em relação com os Outros do mundo, capaz de perceber que o valor intrínseco de um ser humano está para além do preço. Objetos têm preço, pessoas têm valor. Eu respeito essas pessoas e me sinto rica e sortuda de poder aprender com elas a ser um ser humano melhor. Há amigos que ficaram para trás de quem tenho saudade e queria retomar o contato? Certamente. Mas a vida vai seguindo seu curso, quem sabe um dia acontece uma oportunidade?... Do mesmo jeito há pessoas que eu escolhi atravessar a rua para nem precisar cumprimentar caso esbarre por aí, mas sem rancor, sem raiva, de boas, simplesmente escolhi repelir por razões de autodefesa. É assim mesmo, faz parte de amadurecer.

Com que frequência você conversa pessoalmente com seus amigos mais antigos? Eles realmente gostam de você? As relações são laços que se possa dizer firmes? Quantos deles se tornaram apenas alguém que curte um post ou outro no Facebook? Tente verificar sua lista de amigos e responder isso para si ainda hoje.


quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Download: Planejamento de Estudos 2017.2 (Simples e ideal para concursos)

Recentemente eu comecei a fazer um curso de Produção Cultural e Design na modalidade EAD  (ensino a distância) com o seguinte conteúdo: ✔ Ciência, inovação e tecnologia; ✔ Fotografia; ✔ Edição de vídeo; ✔ Marketing digital; ✔ Sonoplastia; ✔ Edição de áudio; ✔ Vídeo e TV; ✔ Expressão vocal em rádio e TV; ✔ Operação de áudio; ✔ Qualidade na prestação de serviços; ✔ Relações Humanas no trabalho; ✔ Empreendedorismo e empregabilidade. Cada módulo compreende 9 aulas de 50 minutos cada com um prova ao final. A média tem que ser 7 para gerar um desempenho satisfatório e ter o certificado. 

Acontece que estudar em casa, embora seja cômodo, requer muito mais disciplina do que se eu estivesse numa sala de aula externa, isso porque em casa há muitas distrações (Facebook, Netflix, minha gata, a geladeira rsrs). Fui procurar planos de estudos simples e diretos na internet e não achei. Por isso criei um eu mesma. Trata-se de um calendário com espaços onde eu posso planejar os dias que vou ver às aulas e fazer as provas dos módulos para, assim, cumprir às exigências do curso. Gostei muito do resultado e, por isso, disponibilizo para download aqui para quem está estudando em casa e precisa de um calendário para se organizar.



Bons estudos!

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Dica de leitura: 5 contos de autoras

Tem uma coleção de e-books da Balão Editorial chamada Contos Estrangeiros Clássicos que eu acho muito legal porque traz contos de autoras e autores quase inéditos no Brasil, são lançados para Kindle e para Kobo e cada um custa só R$1,90. Eu compro e leio porque adoro a proposta e vale super a pena.

Esta semana vi que lançaram títulos novos e melhor havia três de autoras que eu muito mal vi um ou dois já lançados no Brasil. Muito animador! Por isso, hoje eu listei 5 contos escritos por mulheres com histórias interessantíssimas que trazem questões ligadas ao momento de surgimento daquilo que chamamos hoje de "primeira onda do feminismo", no ocidente, que compreende ao no final da era vitoriana até os primeiros anos do século XX.


O PAPEL DE PAREDE AMARELO, de Charlotte Perkins Gillman.
SINOPSE: Após o nascimento de seu filho, uma mulher é diagnosticada com depressão nervosa temporária e leve tendência histérica; parte do tratamento é ficar confinada a um cômodo da casa. Diagnósticos e tratamento comuns à época, século XIX. A claustrofobia obviamente piora sua condição, fazendo com que entre em uma espiral de delírio e confusão mental. Se fosse hoje em dia, ela teria sido diagnosticada com depressão pós-parto e possuiria ao seu alcance uma gama de tratamentos. No entanto, muitas vezes a mulher na sociedade atual acaba encontrando uma situação semelhante à dela, com o isolamento encontrado nos meses de licença-maternidade e a falta de solidariedade e empatia de familiares e amigos, e até mesmo dos pais dos bebês, a essa situação que, mesmo quando não prejudicada pela depressão, gera uma montanha-russa de sentimentos e sensações — do amor à raiva, da alegria à frustração, da exaustão à enlevação. Além do famoso conto, Gilman publicou livros feministas, dentre os quais os títulos Women and Economics [Mulheres e a economia] e His Religion and Hers [A religião dele e a dela]. Mulheres que estão no ou passaram pelo puerpério irão encontrar ressonância na história dessa mulher e todos os leitores ouvirão com atenção a voz dela clamando por ajuda.


O MORTAL IMORTAL, de Mary Shelley.
SINOPSE: Mary Shelley tem uma vasta obra de contos e o seu mais famoso é "O mortal imortal", no qual a autora de Frankenstein discorre sobre a imortalidade por meio do personagem Winzy, um fictício aprendiz do filósofo Cornelius Agrippa. Agrippa foi a inspiração de Shelley para o cientista Victor Frankenstein, protagonista da sua maior criação. Por meio desses elementos, a escritora britânica constrói um conto soberbo sobre a natureza humana, leitura obrigatória para todos os amantes da boa literatura.

A CASA DE BONECAS, de Katherine Mansfield.
 SINOPSE: "A casa de bonecas" [The Doll's House] é um conto que aborda, sutilmente, temas como o preconceito, classes sociais, conexões, a demasiada importância dada às aparências e, principalmente, esperança. Cheio de simbolismo, a autora narra os acontecimentos que sucedem a chegada de uma casa de bonecas na residência dos Burnell.

A VIAGEM, de Katherine Mansfield
SINOPSE: "A viagem" [The Voyage] é um conto modernista que conta a história de Fenella e sua viagem para ir morar com os avós. Começando a jornada se despedindo do pai, a autora narra a viagem da personagem com a avó até sua chegada a nova casa. Com sua escrita leve e sutil, a autora aborda temas como a morte, a mudança, o sacrifício e o ato de deixar o passado para trás.

A HISTÓRIA DE UMA HORA, de Kate Chopin.
SINOPSE: "A história de uma hora" [The Story of na Hour] nos conta as reações complexas de Louise Mallard após descobrir a morte do marido em um acidente de trem. Uma crítica a falta de liberdade da mulher dentro do casamento e a falta de valor dela fora de um, o conto surpreende, principalmente, por seu final irônico.


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...